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Bastidores revelam estratégias distintas na corrida ao Piratini

Por J. Saraiva

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Bastidores revelam estratégias distintas na corrida ao Piratini
A disputa pelo Palácio Piratini começa a ganhar contornos cada vez mais estratégicos nos bastidores das campanhas. As pesquisas divulgadas na última semana alimentaram leituras diferentes entre os principais grupos políticos e reforçaram movimentos que devem marcar as próximas semanas.

No MDB, o fato de Gabriel Souza aparecer em terceiro lugar, mas mantendo dois dígitos nas intenções de voto, foi recebido como um indicativo de que a estratégia de concentrar críticas em Luciano Zucco (PL) deve ser mantida. Nos bastidores, interlocutores avaliam que um eventual enfraquecimento da candidatura do deputado abriria caminho para uma disputa de segundo turno contra Juliana Brizola (PDT), cenário considerado mais favorável pelos emedebistas. O contra-ataque de Zucco também é interpretado por aliados de Gabriel como um sinal de que o movimento produziu efeito.

Já no PL, a leitura é outra. Embora Zucco tenha diminuído o foco dos embates diretos com o vice-governador, respondeu às críticas afirmando que a estratégia do MDB não tem surtido resultado e sugeriu que o adversário atua orientado pelo marketing de campanha. Entre dirigentes e articuladores do partido, prevalece a convicção de que a disputa pelo segundo turno será entre Zucco e Juliana Brizola. Nesse grupo, também há a avaliação de que a condução do governo diante dos recentes eventos climáticos pode se tornar um fator de desgaste para a candidatura governista.

Com as convenções concluídas e as candidaturas definidas, a tendência é que a disputa deixe de ser apenas por espaço nas pesquisas e passe a ser, cada vez mais, uma batalha para definir quem será o principal adversário na reta decisiva da eleição.

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