A Fecomércio RS reuniu, nesta segunda-feira (20), em Porto Alegre, oito pré candidatos ao Senado Federal para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. O encontro, que integrou mais uma edição do Fecomércio RS Debate, aproximou representantes do setor produtivo, empresários e lideranças políticas, mas acabou sendo marcado, em diversos momentos, por ataques, frases de efeito e confrontos que deixaram em segundo plano o aprofundamento das propostas.
Participaram do debate Frederico Antunes (PSD), Paulo Pimenta (PT), Ubiratan Sanderson (PL), Renato Jaguarão (Cidadania), Milton Cardoso (PSDB), Marcel Van Hattem (Novo), Germano Rigotto (MDB) e Manuela D'Ávila (PSOL).
O debate teve como eixo central as principais pautas defendidas pela Fecomércio RS para os setores de comércio, serviços e turismo. Os candidatos responderam perguntas sobre como pretendem melhorar o ambiente de negócios, aumentar a competitividade das empresas gaúchas e fortalecer a segurança jurídica diante das tensões entre os Poderes da República.
Na sequência, cada participante respondeu a um tema específico. Frederico Antunes falou sobre incentivo ao turismo, Ubiratan Sanderson abordou a reforma administrativa, Marcel Van Hattem tratou da responsabilidade do Senado no julgamento de ministros do STF, Germano Rigotto respondeu sobre o pacto federativo, Milton Cardoso falou sobre programas sociais, Manuela D'Ávila abordou as regras do Fundeb e soluções para a educação, Paulo Pimenta tratou do controle dos gastos públicos e Renato Jaguarão respondeu sobre a redução da jornada de trabalho.
Apesar da diversidade dos temas e da oportunidade para apresentar projetos, a discussão acabou sendo prejudicada por trocas de acusações, críticas aos adversários e momentos de baixo nível, que reduziram o espaço para o detalhamento de propostas concretas. Uma comissão de ética acompanhou todo o encontro para garantir o cumprimento das regras estabelecidas pela organização.
A eleição deste ano definirá dois representantes do Rio Grande do Sul no Senado, com mandatos de oito anos. Por isso, cresce a expectativa de que os próximos debates privilegiem a apresentação de soluções e ideias capazes de orientar a escolha do eleitor.
Críticas e ataques esvaziam debate entre pré-candidatos ao Senado
Por J. Saraiva
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