A manifestação pública de apoio de quatro prefeitos do PP à pré-candidatura do vice-governador Gabriel Souza (MDB) ao Palácio Piratini foi tratada nos bastidores da aliança entre PL e Progressistas como um movimento isolado e motivado por interesses pessoais e regionais. Apesar das declarações, lideranças reforçam que a aliança entre PP e PL permanece mantida em torno da pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco ao governo do Estado.
O coordenador da pré-campanha de Zucco e secretário de Educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal, classificou as dissidências como pontuais e naturais em partidos de grande estrutura política, mas afirmou que não representam o sentimento da ampla maioria das bases e lideranças progressistas.
Nos bastidores, integrantes da aliança avaliam que parte dessas movimentações está ligada a interesses locais, aproximações administrativas e articulações individuais, sem impacto efetivo no projeto estadual construído pelo bloco conservador.
A leitura dentro do grupo de Zucco é de que o apoio majoritário do PP segue consolidado e alinhado ao projeto político que reúne partidos de centro-direita no Rio Grande do Sul. Lideranças também lembram que episódios semelhantes ocorreram em eleições anteriores, inclusive dentro do MDB, sem alterar o rumo das disputas estaduais.
Dissidências no PP são tratadas como movimentos por interesse pessoal
Por J. Saraiva
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