Uma publicação discreta no Diário Oficial desta terça-feira (17) acendeu um sinal de alerta nos bastidores da política gaúcha e levantou uma dúvida que já circula em conversas reservadas: afinal, Ernani Polo está de saída da política?
O ato, formalizado pelo governo do Estado, trata do seguinte teor:
“Processo: 26/4000-0000022-9
Nome: ERNANI POLO
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, tendo em vista o que consta no processo administrativo, e em conformidade com a Lei nº 10.959, de 27 de maio de 1997, DISPENSA o acima referido da representação do Estado do Rio Grande do Sul nas Assembleias de Acionistas do BADESUL Desenvolvimento S/A – Agência de Fomento/RS.”
No sistema de consulta a processos administrativos, o que chama atenção e levanta dúvidas é que o assunto está classificado como “cargos e funções”.
Pode parecer apenas um movimento administrativo, mas não passou despercebida. Pelo contrário, abriu espaço para interpretações políticas.
Nos bastidores, a leitura é direta: quando um nome começa a ser movimentado em cargos ligados a estruturas do Estado, dificilmente é por acaso. A pergunta que fica é se Polo estaria deixando o campo eleitoral para assumir uma posição no próprio Badesul ou aceitaria mudar de partido para ser vice de Gabrielzinho?
Nada foi confirmado oficialmente até o momento. Mas, em ano eleitoral, qualquer movimento fora do roteiro levanta suspeitas.
Na política, raramente existe ato isolado. E quando o Diário Oficial fala, o bastidor escuta.
Entre o Badesul e a urna: suposição sobre o destino de Polo
Por J. Saraiva
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