A farmacêutica Gislaine Heberlê, responsável técnica da Pré-Fórmula, empresa que realiza o serviço de manipulação de medicamentos oncológicos na Santa Casa de Caridade de São Gabriel, participou de uma sessão pública de esclarecimentos na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (9).
Durante o encontro, ela explicou os fatos relacionados à Operação Placebo e destacou que o medicamento suspeito não foi adquirido nem fornecido pela Pré-Fórmula.
Segundo a farmacêutica, os frascos chegaram levados pela própria paciente, após uma compra realizada por meio de processo judicial particular.
Esse fluxo, conforme explicou, não passa pela farmácia, que não escolhe fornecedores, não apresenta orçamentos e não recebe os recursos da aquisição.
Gislaine relatou que, ao receber o medicamento para o preparo da quimioterapia, identificou diversas inconformidades, como diferenças na embalagem, na bula, no frasco e na reconstituição do produto. Diante da suspeita de falsificação, o procedimento foi imediatamente barrado, impedindo que o medicamento fosse manipulado ou administrado.
O caso foi comunicado às autoridades competentes e ao laboratório fabricante, dando início às investigações. A atuação da farmacêutica recebeu reconhecimento público, inclusive com a aprovação de voto de louvor pela Câmara de Vereadores de São Gabriel.
A responsável técnica reforçou que nenhum paciente atendido pela Pré-Fórmula recebeu medicamento falsificado e afirmou que todos os produtos utilizados seguem critérios de procedência e documentação.
Ao final, fez um apelo aos pacientes para que não abandonem seus tratamentos oncológicos e busquem informações seguras.
“Jamais permitiria que qualquer pessoa fosse submetida a tratamento se não tivesse convicção da integridade”, afirmou Gislaine.
Farmacêutica que impediu uso de medicamento suspeito esclarece caso na Câmara de São Gabriel
Por J. Saraiva
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