O vice-governador Gabriel Souza (MDB) intensificou sua agenda pelo interior do Estado. Na quinta-feira (2), esteve em Passo Fundo, a convite do Comitê de Entidades Empresariais, onde palestrou sobre “Presente e futuro do Rio Grande do Sul: ações do Estado para o desenvolvimento de Passo Fundo e região”.
O mesmo roteiro será repetido em Santa Maria, na próxima quarta (8), desta vez promovido pela Cacism (Câmara de Comércio, Indústria e Serviços). A expectativa é de plateia formada por empresários e por integrantes do MDB regional.
Embora apresentadas como encontros técnicos, as palestras de Gabriel Souza têm tom político evidente. Com a eleição de 2026 se aproximando, trata-se de um ensaio de pré-campanha antecipada, em busca de consolidar espaço num partido que ainda não definiu estratégia clara.
O problema para Gabriel é que sua movimentação ocorre em um cenário de isolamento crescente: as pesquisas mostram estagnação de seu nome na casa de um dígito, e a possível aliança entre PP e PL — que pode unir Covatti Filho e Luciano Zucco — tende a esvaziar ainda mais seu protagonismo.
Enquanto isso, no campo conservador, Zucco (PL) se fortalece como principal nome da direita, crescendo de forma consistente nas sondagens e ampliando presença em municípios estratégicos. Gabriel, ao contrário, tenta se manter relevante por meio de eventos institucionais, mas enfrenta dificuldade em converter essas aparições em apoio popular.
No MDB, cada vez mais, cresce a percepção de que Gabriel Souza pode acabar servindo apenas como peça de negociação em coligações, em vez de se afirmar como candidato viável.
Gabriel Souza antecipa pré-campanha e tenta se firmar como opção, mas enfrenta isolamento político
Por Roberto Silva
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