O governador Eduardo Leite decidiu manter no bolso dos gaúchos uma conta que poderia acabar. Mesmo com a aprovação unânime da Assembleia Legislativa pelo fim da taxa de licenciamento dos veículos, o Piratini optou pelo veto para preservar uma arrecadação estimada em R$ 750 milhões.
A justificativa é que os recursos financiam serviços públicos, mas a crítica é direta. O governo não abriu mão da cobrança porque precisa manter dinheiro entrando no caixa do Estado.
Desde 2019, o CRLV deixou de ser impresso e passou a ser digital. Ou seja, acabou o papel, acabou o envio, mas a cobrança continuou chegando para o motorista.
O gaúcho que enfrenta estradas ruins, pedágios e altos custos para manter um veículo esperava uma redução da carga de taxas. Em vez disso, recebeu a confirmação de que continuará pagando.
A pergunta que fica é simples. Se a tecnologia reduziu custos e eliminou etapas, por que essa economia não chega também ao cidadão?
Leite veta fim da taxa do CRLV para manter arrecadação milionária no caixa do Estado
Por J. Saraiva
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