O acordo firmado entre o Espírito Santo e a Great Wall Motors não é um simples revés. É um tapa na cara do Rio Grande do Sul e uma prova escancarada da incapacidade do governo Eduardo Leite de competir com quem governa de verdade.
Foram meses de conversa, visitas técnicas, fotos, discursos e promessas. Executivos da montadora estiveram mais de uma vez em Rio Grande, cidade com estrutura, área disponível e necessidade urgente de retomada econômica após a derrocada do polo naval. No papel, tudo parecia possível. Na prática, o governo estadual falhou mais uma vez.
Estamos falando de US$ 1,1 bilhão em investimento e cerca de 10 mil empregos. Uma oportunidade histórica jogada no lixo. Enquanto isso, outros estados apresentam segurança jurídica, agilidade e competitividade. Aqui, oferecem burocracia, indecisão e um governador mais preocupado em vender imagem do que em fechar negócio.
O discurso pronto veio rápido. “Fizemos o possível”, “fica o aprendizado”, “vamos melhorar”. Esse roteiro o gaúcho já conhece. É o mesmo usado toda vez que o Estado perde investimentos, empresas e empregos. Sempre falta algo, menos autocrítica e responsabilidade.
A verdade é simples e incômoda. A GWM não foi embora por acaso. Foi embora porque não encontrou um governo confiável, eficiente e disposto a decidir. O Rio Grande do Sul virou um ambiente hostil para quem quer investir, produzir e gerar emprego.
O drama segue para o povo gaúcho, que vê oportunidades bilionárias escaparem enquanto o Palácio Piratini segue produzindo discurso. Emprego não se perde por azar. Se perde por incompetência administrativa. E essa conta já está pesada demais para continuar sendo ignorada.
Mais uma fábrica perdida, mais um atestado de incompetência do governo Leite
Por J. Saraiva
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