Depois de anos comandando Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo finalmente admitiu que a Capital não possui um sistema adequado de macro e microdrenagem. Conforme noticiou o Correio do Povo, o reconhecimento veio durante a coletiva do governo do Estado sobre os eventos climáticos, mas acompanhado do velho roteiro de sempre, apontar responsabilidades para Brasília.
Melo defendeu a criação de uma taxa federal de drenagem urbana e falou sobre adensamento, ocupações em áreas de risco e crescimento desordenado. Faltou explicar o que a prefeitura fez para enfrentar esses problemas durante sua gestão. Também esqueceu de mencionar que o novo Plano Diretor, apoiado pelo governo municipal, ampliou flexibilizações e abriu espaço para mais adensamento em diferentes regiões da cidade.
É conveniente culpar o passado, a União, o clima e até o crescimento urbano. Difícil é assumir que planejamento, manutenção, fiscalização e investimentos em drenagem também são responsabilidades municipais.
Porto Alegre não precisa de mais uma taxa para o cidadão pagar enquanto a água invade ruas e casas. Precisa de obras, prevenção, limpeza permanente das redes e transparência sobre os investimentos.
Melo reconheceu o problema, mas tentou terceirizar a culpa. Quando a chuva aperta, a propaganda seca rapidamente e a realidade da gestão aparece, com alagamentos, promessas e desculpas.
Melo admite falha na drenagem, mas procura culpados longe da prefeitura
Por J. Saraiva
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