A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD redesenha o tabuleiro interno do partido e complica ainda mais o projeto presidencial do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A entrada de um nome com peso político, musculatura eleitoral e ambição declarada transforma a disputa interna em um cenário ainda mais desfavorável para o gaúcho.
Antes mesmo da chegada de Caiado, o PSD já tratava o governador do Paraná, Ratinho Jr., como o principal nome da sigla para 2026. Com forte investimento em projeção nacional e melhor desempenho nas pesquisas, Ratinho consolidou-se como o quadro mais competitivo do partido no cenário presidencial.
Agora, Caiado entra no jogo como um concorrente direto e robusto. Aos 76 anos, com índices de aprovação elevados em Goiás e discurso claro de pré-candidatura, ele passou a articular nacionalmente uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro. Sua filiação ao PSD ocorreu após sinais de Gilberto Kassab de que poderá ter papel de liderança no projeto nacional da sigla.
Na prática, o movimento empurra Eduardo Leite para uma posição ainda mais periférica dentro do partido. Sem protagonismo nas pesquisas e sem controle da articulação nacional, o governador gaúcho passa a figurar como terceira opção, atrás de Ratinho Jr. e agora de Caiado.
O novo cenário reduz o espaço político de Leite e torna sua candidatura cada vez mais dependente de uma virada improvável nas pesquisas e nas articulações internas. Se isso não ocorrer, o projeto presidencial do governador do Rio Grande do Sul corre o risco de ficar pelo caminho antes mesmo de ganhar tração.
Por que a filiação de Caiado ao PSD é má notícia para Eduardo Leite
Por J. Saraiva
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