Se depender do PSD, o vice na eventual chapa encabeçada por Gabriel Souza pode sair direto do gabinete para as urnas. O nome mais citado é o de Artur Lemos, atual chefe da Casa Civil do governo de Eduardo Leite.
Lemos deve deixar o cargo até 4 de abril e conforme especulações de jornalistas, já é tratado como favorito. Fora deles, porém, ainda há quem pergunte: Artur quem?
Discreto, técnico e pouco afeito aos holofotes, o possível vice é, para o grande público, um ilustre desconhecido. Caso confirmado, terá pela frente o desafio de sair do anonimato administrativo para encarar o teste das urnas. Missão nada simples em um Estado onde até o vice precisa fazer campanha para provar que existe.
Enquanto isso, o MDB segue tentando ampliar a aliança e ainda sonha atrair o PDT, hoje mais alinhado ao Partido dos Trabalhadores do que disposto a apostar em uma chapa com Gabriel.
Se a composição avançar, o eleitor pode ter uma chapa em que o candidato é conhecido por ser um vice de pouca expressão e o vice do vice precisará de legenda explicativa. Em política, às vezes o maior desafio não é ganhar voto, é ganhar reconhecimento.
PSD pode apostar em Artur Lemos na chapa de Gabriel
Por J. Saraiva
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