Opinião

PT tenta barrar críticas impulsionadas na internet. Vai que a enxurrada de curtidas e compartilhamentos das críticas derrube a rede com tanto movimento

Por J. Saraiva

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PT tenta barrar críticas impulsionadas na internet. Vai que a enxurrada de curtidas e compartilhamentos das críticas derrube a rede com tanto movimento
O Partido dos Trabalhadores pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que retire das novas regras eleitorais uma proposta que permitiria o impulsionamento pago de conteúdos críticos a governos no período pré eleitoral.

A medida faz parte de uma resolução elaborada pela presidência do TSE, formada pela ministra Cármen Lúcia e pelo vice Kassio Nunes Marques, e deve nortear as audiências públicas que discutirão as normas para as eleições de 2026. Atualmente, a legislação proíbe o impulsionamento de propaganda eleitoral negativa.

A movimentação chama atenção pelo simbolismo. Ao tentar frear a possibilidade de ampliar o alcance de críticas, o partido parece agir como se estivesse prevenindo um possível colapso digital. Vai que um volume excessivo de curtidas, comentários e compartilhamentos provoque um congestionamento histórico na internet.

A preocupação soa quase estrutural. Imaginem as redes sobrecarregadas por cidadãos insatisfeitos, timelines tomadas por questionamentos e servidores trabalhando no limite para dar conta de tanta gente criticando ao mesmo tempo. Um verdadeiro engarrafamento virtual.

Mas o debate é inevitável: até que ponto restringir ferramentas de divulgação protege o processo eleitoral ou apenas reduz o alcance de opiniões incômodas? Em vez de temer a repercussão, talvez fosse mais simples confiar no velho teste da democracia, aquele em que ideias sobrevivem justamente quando conseguem enfrentar críticas de frente.

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