O vereador Roberto Robaina resolveu levantar suspeitas sobre a participação do PL na prefeitura e questionar a vice-prefeita Betina Worm por ter sido lembrada para uma disputa eleitoral.
Também estranhou a ligação do secretário da Educação com a coordenação de campanha de Luciano Zucco e concluiu que a direita estaria usando Porto Alegre como plataforma política.
Curioso. Para quem faz tanto alarde, falta um pouco de memória.
Transformar movimentos naturais da política em escândalo soa mais como tentativa de criar narrativa do que de analisar a realidade. Porto Alegre hoje tem uma gestão voltada ao desenvolvimento, ao crescimento econômico e à modernização. O alinhamento entre partidos não surgiu por acaso, foi escolhido nas urnas por uma população que cansou de improviso e de ideologia acima da eficiência.
Na democracia, nomes são convidados, projetos são construídos e lideranças se movimentam. Escândalo seria se nada estivesse acontecendo.
Aliás, falar em “trampolim” vindo de setores da esquerda chega a ser quase uma peça de humor político. Vale lembrar que, em 2002, Tarso Genro deixou a prefeitura após apenas 15 meses para disputar o governo do Estado. Perdeu a eleição para Rigotto, mas na época, curiosamente, a esquerda ficou quietinha com João Verle mantendo a máquina municipal como extensão partidária.
Quando a direita organiza um projeto, vira oportunismo. Quando a esquerda faz o mesmo, chamam de estratégia.
A diferença é que hoje Porto Alegre avança, com obras, investimentos e políticas estruturantes. Talvez isso incomode mais do que qualquer convite eleitoral. Afinal, resultados costumam atrapalhar certos discursos.
Robaina critica “trampolim político”, mas esquece quem pulou primeiro
Por J. Saraiva
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