O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), será ouvido nesta quarta-feira (11), às 9h, pela CPI do Crime Organizado, em Brasília. O depoimento integra o calendário de oitivas definido pelo relator, senador Alessandro Vieira, que convidou 11 governadores e secretários de Segurança para apresentar diagnósticos e experiências no enfrentamento às organizações criminosas no país.
A escolha de Leite não é por acaso. O Rio Grande do Sul aparece entre os estados considerados mais seguros do Brasil, ao lado do Paraná, Santa Catarina e do Distrito Federal, segundo indicadores do Ministério da Justiça e do Fórum Nacional de Segurança Pública.
Nos últimos anos, o governo gaúcho passou a apresentar a área da segurança pública como uma de suas principais vitrines. A queda consistente em índices de criminalidade, atribuída ao programa RS Seguro, tem sido usada pelo governador como credencial administrativa no momento em que busca se projetar nacionalmente.
O convite da CPI ocorre poucos dias após Leite lançar o chamado “Manifesto ao Brasil” e oficializar sua pré-candidatura à Presidência da República. A audiência, portanto, também ganha peso político: além de discutir políticas de combate ao crime organizado, o governador terá a oportunidade de expor um dos pilares de sua gestão em um palco nacional.
Ainda assim, nem tudo são números positivos. O aumento dos casos de feminicídio e algumas operações policiais recentes que terminaram com vítimas reacenderam debates sobre a condução da segurança pública. Questões que, inevitavelmente, também devem aparecer no radar da CPI.
Segurança vira vitrine nacional e leva Eduardo Leite à CPI do Crime Organizado
Por J. Saraiva
| | 3 visualizações