Na recente visita ao Rio Grande do Sul, o presidenciável Flávio Bolsonaro chamou atenção ao usar uma camiseta com a frase “É o povo que faz o Brasil” — mensagem que voltou a circular nesta quarta-feira em um card divulgado pela campanha, destacando o primeiro lugar do candidato nas pesquisas. Segundo apuração, a frase teria sido concebida pelo consultor político Cleber Benvegnú, embora ele não tenha comentado ou confirmado oficialmente a autoria.
O gesto não ficou isolado. No cenário local, o pré-candidato ao governo do Estado, Luciano Zucco, e a pré-candidata a vice, Silvana Covatti, adotaram versões “gaúchas” da mensagem, com a inscrição: “É o povo que faz o Rio Grande”.
A escolha da frase e sua replicação entre lideranças indicam mais do que uma coincidência estética. Trata-se de um sinal de estratégia: reforçar a ideia de protagonismo popular como eixo central do discurso político. Em um contexto de crise e incertezas, a narrativa sugere uma aposta clara — a de que a mobilização da sociedade será o principal vetor para reverter o cenário atual do país.
Outra estratégia evidente de Flávio no quesito figurino tem sido o estilo mais despojado. Em aparições públicas, a camisa azul e as calças de alfaiataria — tradicionais no meio político — foram aposentadas. No lugar, o candidato tem apostado em camisetas e calças jeans, estreitando a conexão com o chamado brasileiro comum.
Uma camiseta, uma frase e um sinal político
Por J. Saraiva
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