A vereadora Nicole Weber Covatti (PP), de Santa Cruz do Sul, voltou a levantar a voz em defesa das mulheres e fez um alerta contundente sobre o cenário da violência de gênero. Ativista há 14 anos, Nicole relembra que, no início da sua trajetória, chegou a buscar de carro e até com um facão mulheres em situação de risco quando o socorro não chegava. Foi assim que se tornou conhecida: agindo onde o poder público falhava.
Para ela, os sinais de agravamento são impossíveis de ignorar. Mais de 165 milhões de buscas no Google em 2025 com a pergunta “como matar uma mulher sem deixar rastro” revelam, segundo a vereadora, um alerta social gravíssimo. “Isso não é curiosidade. É um sintoma de algo muito mais profundo e perigoso”, afirma.
Os números ganham ainda mais peso quando se transformam em histórias reais. Apenas em 2025, o Rio Grande do Sul registrou 71 órfãos em decorrência do feminicídio. Crianças que crescerão marcadas pela ausência da mãe e pela dor de uma violência que poderia ter sido evitada.
Nicole também questiona se a Justiça tem sido, de fato, uma aliada das mulheres. Em Santa Cruz do Sul, destaca como diferencial a atuação do juiz João na Vara de Violência Contra a Mulher, a quem atribui sensibilidade e compreensão sobre a complexidade desses casos. No entanto, alerta que essa realidade não se repete em todo o Estado.
“Uma Justiça que coloca abusadores em liberdade após poucos meses por ‘bom comportamento’ não está do lado da mulher. Dizer que um agressor merece refazer a vida enquanto destruiu outra não é proteção, é negligência”, critica.
Diante desse cenário, a vereadora defende mobilização permanente da sociedade. Para ela, não basta ter leis, é preciso garantir que sejam cumpridas com rigor. “Precisamos cobrar, fazer barulho e exigir que a nossa vida valha. Porque vale.”
Vereadora Nicole Weber Covatti cobra rigor da Justiça e alerta para avanço da violência contra mulheres
Por J. Saraiva
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