A possível indicação da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher no Congresso reacende um debate que precisa ser feito com seriedade e responsabilidade.
A vereadora Tanise Sabino, de Porto Alegre, posiciona-se contra a escolha. Não se trata de questão pessoal, mas de coerência institucional e de respeito ao espaço construído historicamente pelas mulheres. A comissão é onde se discutem temas sensíveis e concretos, como redução da mortalidade materna, amamentação, prevenção e tratamento do câncer de mama, políticas de proteção à gestante e enfrentamento à violência doméstica.
Para Tanise, transformar esse espaço em moeda de negociação ideológica enfraquece a própria finalidade do colegiado. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher foi conquistada a duras penas para tratar das dores, desafios e especificidades do corpo e da realidade feminina.
Segundo a vereadora, entregar a principal comissão dedicada às mulheres a quem não compartilha dessa vivência representa um esvaziamento do seu propósito original. O debate é legítimo e precisa ocorrer com transparência, sempre colocando no centro aquilo que realmente importa: a proteção e a dignidade das mulheres brasileiras.
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Vereadora questiona pedágio ideológico na indicação de deputada trans para Comissão da Mulher
Por J. Saraiva
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