A análise das emendas dos vereadores quase fez com que a discussão do Plano Diretor de Porto Alegre ficasse novamente para depois.
Antes de entrar no tema principal da sessão, os parlamentares precisaram analisar nove vetos do prefeito Sebastião Melo a projetos aprovados pela própria Câmara. O procedimento faz parte da rotina legislativa. O que chamou atenção foi outro detalhe: dos nove vetos, sete atingiam projetos de vereadores da própria base do governo.
O resultado apareceu rapidamente no plenário. Vereadores governistas fizeram discursos duros contra a decisão do prefeito e reclamaram da falta de diálogo. Segundo parlamentares, muitos dos problemas poderiam ter sido resolvidos com uma conversa prévia, antes da decisão de vetar as propostas.
Para quem defendia a votação rápida do Plano Diretor, faltou articulação política. A tensão entre Executivo e base aliada acabou consumindo tempo precioso da sessão.
A oposição também aproveitou o cenário. Durante as declarações em plenário, ampliou o debate e ajudou a esticar ainda mais a pauta.
A discussão do primeiro veto, sozinha, consumiu cerca de duas horas. A sessão, que começou às 14h de quarta-feira, atravessou a madrugada e só foi encerrada às 5h da manhã desta quinta-feira.
Entre discursos, críticas e negociações de bastidores, a base do governo precisou se mobilizar para conseguir avançar na pauta. O Plano Diretor só começou a ser discutido já no final da sessão, após pedido do vereador Jessé Sangalli.
Foto Ederson Nunes
Vetos provocam tensão e quase travam debate do Plano Diretor
Por J. Saraiva
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