O deputado federal Alceu Moreira denunciou com dureza o decreto do governo Lula que criou uma reserva ambiental com mais de um milhão de hectares na região do Albardão, em Santa Vitória do Palmar. Segundo ele, a decisão foi tomada sem diálogo com a população local e pode representar quase a condenação econômica de uma comunidade inteira.
De acordo com o parlamentar, cerca de 90% da população da região é contrária à medida, que afeta diretamente a pesca, impõe restrições de manejo nas propriedades e praticamente inviabiliza projetos de energia eólica, considerados fundamentais para gerar emprego, renda e desenvolvimento sustentável no extremo sul do Rio Grande do Sul.
Moreira alerta que o decreto cria uma série de limitações que atingem quem vive e trabalha na região há gerações. “Na prática, o produtor continua com o título da terra, mas deixa de ser dono de fato. Surgem restrições para produzir, para manejar e até para investir”, criticou.
O deputado afirma que ninguém é contra a preservação ambiental, lembrando que o ecossistema do Albardão sempre foi protegido pelas próprias comunidades locais. Para ele, o problema está na forma como a decisão foi imposta.
“Não aceitaremos que um canetaço feito em gabinetes com ar condicionado, em Brasília, passe por cima da vontade de quem vive, trabalha e sustenta a economia da região”, declarou.
Moreira defende que políticas ambientais precisam ser construídas com diálogo, responsabilidade e respeito às comunidades que dependem da atividade econômica para sobreviver. Segundo ele, decisões tomadas de cima para baixo ignoram a realidade do interior e acabam punindo justamente quem sempre preservou o território.
Alceu Moreira denuncia canetaço de Lula que condena economia do Albardão e tira autonomia de quem vive na região
Por J. Saraiva
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