A crise interna no PSB do Rio Grande do Sul ganhou novo capítulo após as declarações do ex-deputado Beto Albuquerque durante evento do PT no último sábado. Ao afirmar que o partido deixará o governo Eduardo Leite nos próximos dias e que assumirá a presidência da sigla para conduzir o PSB rumo à aliança com os petistas, Beto provocou reação imediata da atual direção estadual.
Nesta segunda-feira, o presidente do PSB gaúcho, José Luiz Stédile, divulgou nota pública rebatendo o discurso. Segundo ele, não houve reunião, deliberação ou qualquer decisão partidária sobre saída do governo estadual ou definição de apoio a candidaturas ao Palácio Piratini. Stédile classificou a manifestação como isolada, unilateral e sem consulta aos fóruns internos.
A nota também afirma que o partido não aceitará que posições pessoais sejam apresentadas como decisões coletivas, reforçando que qualquer definição deverá passar pelos mecanismos democráticos da sigla.
O PSB integra atualmente a base do governo Eduardo Leite, mas vive há meses um processo de divisão interna. O grupo ligado a Beto já havia declarado apoio a Edegar Pretto, pré-candidato do PT ao governo do Estado, aprofundando o embate dentro da legenda.
Ao antecipar publicamente uma decisão que não passou pela direção estadual, Beto tensiona ainda mais o ambiente interno e coloca o PSB no centro do tabuleiro político gaúcho, em um momento decisivo para a formação das alianças de 2026.
Beto Albuquerque atropela o partido e escancara guerra interna no PSB
Por J. Saraiva
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