Começou a tramitar na Câmara Municipal de Porto Alegre um projeto de lei que deve atingir em cheio a cadeia clandestina que abastece o crime. A proposta veda a instalação e o funcionamento de estabelecimentos destinados ao comércio de sucatas metálicas e atividades semelhantes na Capital. Na prática, ferros velhos, depósitos de sucata, pontos de compra e venda de materiais metálicos e negócios correlatos terão de fechar as portas.
O texto é assinado pelos vereadores Ramiro Rosário, Coronel Ustra, Vera Armando, Hamilton Sossmeier, Jessé Sangalli, Alexandre Bobadra, Comandante Nádia, Rafael Fleck, Marcos Felipi, Tiago Albrecht e Idenir Cecchim.
A medida prevê um prazo de seis meses, após eventual aprovação e promulgação da lei, para que os estabelecimentos encerrem suas atividades. Ficam fora da regra apenas cooperativas e associações de catadores e recicladores cadastradas na Prefeitura. Latas de alumínio de bebidas e alimentos também não entram na proibição.
Na justificativa, os autores afirmam que o objetivo é coibir furtos e receptação de materiais metálicos como fios de cobre, cabos elétricos e peças de alumínio, crimes que vêm provocando apagões, falta d água, prejuízos milionários e riscos graves à segurança de pedestres e motoristas. Os parlamentares alertam que mesmo que nem todo ferro velho esteja ligado ao crime, a informalidade e a baixa rastreabilidade do setor tornam a fiscalização quase impossível.
Câmara de Porto Alegre abre guerra contra ferros-velhos
Por J. Saraiva
| | 43 visualizações