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Debate de adultos

Por J. Saraiva

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Debate de adultos
O primeiro debate entre os oito pré candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul acabou produzindo uma comparação inevitável com os recentes encontros dos postulantes ao Palácio Piratini. Enquanto as disputas pelo governo têm sido marcadas por provocações pessoais, troca de farpas e “ataquezinhos” que pouco contribuem para o eleitor, os candidatos ao Senado deram um exemplo de que é possível discutir ideias sem transformar o palco em ringue.

Durante duas horas e meia de debate promovido pela Granpal, no Instituto Caldeira, o foco permaneceu em temas relevantes, como a dívida do Estado com a União, a criação de um fundo constitucional para as regiões Sul e Sudeste, o impeachment de ministros do STF e o combate aos feminicídios. Quem esperava um festival de confrontos ideológicos também se surpreendeu. Na maior parte do tempo, os candidatos preferiram debater propostas e dialogar, inclusive com adversários de linhas políticas semelhantes.

Fica a impressão de que os postulantes ao Senado compreenderam que firmeza não se mede pelo volume da voz nem pela quantidade de ataques ao adversário. Uma lição que talvez devesse ser observada por alguns pré candidatos ao governo, afinal, de quem pretende comandar um Estado, espera-se maturidade, equilíbrio e capacidade de enfrentar problemas reais, não de protagonizar discussões infantis.

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