Mesmo depois de uma decisão clara do Diretório Estadual do Progressistas, o deputado Ernani Polo segue em campanha pelo interior do Estado como se nada tivesse acontecido. A movimentação é vista dentro do partido como um gesto de rebeldia.
Na reunião do diretório, a maioria optou por uma aliança com o PL para as eleições de 2026, consolidando o alinhamento com o pré-candidato Luciano Zucco. Também ficou definido, por ampla vantagem, o afastamento da base do governo estadual: 91 lideranças votaram pela saída, contra 25 que queriam a permanência.
Mesmo assim, Polo insiste em defender a continuidade do projeto político iniciado por Eduardo Leite e articula, nos bastidores e nas estradas do interior, um caminho ao lado do vice-governador Gabriel Souza, do MDB, posição que ficou claramente derrotada na votação.
A disputa entre Covatti Filho e Ernani Polo escancara duas estratégias opostas dentro do partido. De um lado, a maioria que quer aproximar o PP do campo da direita. Do outro, Polo, que segue apostando em uma candidatura paralela, contrariando o rumo definido pelo diretório.
Em entrevistas, Polo diz que “governar é construir consensos e não confrontos”. Mas sua postura atual vai na contramão do discurso: insistir em um projeto derrotado internamente é, na prática, manter o confronto e desafiar a decisão democrática do partido.
A pergunta é simples: quem está realmente rompendo o consenso ao insistir em uma candidatura que o diretório já rejeitou?
Discurso de consenso, prática de confronto: rebeldia de Polo ignora o diretório
Por J. Saraiva
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