PDT tenta equilibrar-se entre Leite e Lula, enquanto Juliana Brizola enfrenta a Justiça
Por J. Saraiva
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O PDT virou verdadeiro malabarista político no Rio Grande do Sul. De um lado, ocupa cargos no governo Eduardo Leite e jura fidelidade à base aliada. De outro, abre o tapete vermelho para o PT de Lula, tentando montar uma coligação “progressista” que leve Juliana Brizola ao Palácio Piratini em 2026. O problema é que a candidata de Carlos Lupi foi indiciada pela Polícia Civil por suposta apropriação de dinheiro da própria avó, mas trata o episódio como se fosse um mero detalhe de biografia.
Enquanto Lupi busca o apoio de Lula e Edinho Silva, os pedetistas gaúchos se equilibram entre o discurso de “mudança” e a conveniência do poder. Leite, que já apoiou Juliana na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, agora é cortejado para subir no mesmo palanque em que o PT tenta emplacar novamente Edegar Pretto.
A cena beira o surreal. O PDT é governo, oposição e linha auxiliar do PT ao mesmo tempo, conforme o auditório. Defende o “campo progressista”, mas não larga a caneta do Piratini. E, no meio da coreografia, Juliana tenta convencer o eleitor de que pode comandar o Estado mesmo com a Justiça em seu encalço.
No fim das contas, talvez não seja tão difícil unir Leite e Lula. Afinal, o governador já mostrou que a política, para ele, é como um violino tocado por destro: segura com a esquerda e toca com a direita.