O deputado federal Paulo Pimenta (PT), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados, criticou a possível participação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em articulações junto ao governo dos Estados Unidos relacionadas à classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Em publicação nas redes sociais, Pimenta afirmou que, caso seja confirmada a atuação dos parlamentares na medida, o episódio representaria uma “traição” aos interesses nacionais.
Segundo o deputado, a iniciativa pode abrir espaço para interferências externas em assuntos internos do Brasil. “O que a extrema direita tenta vender como ‘grande dia’ pode abrir caminho para interferência externa, sanções contra o país e uma lógica militarizada sobre um problema que precisa ser enfrentado com inteligência, coordenação e responsabilidade. Ninguém está defendendo facção. Estamos defendendo o Brasil”, declarou.
Pimenta também defendeu que o enfrentamento ao crime organizado seja conduzido pelas instituições brasileiras, com cooperação internacional quando necessária, mas sem submissão a interesses estrangeiros. Para o parlamentar, o combate às facções deve ocorrer com respeito à soberania nacional e às estratégias definidas pelo Estado brasileiro.
Pimenta critica ofensiva contra PCC e CV e fala em “traição ao Brasil”
Por J. Saraiva
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