A oferta que Gabriel Souza apresentou a Covatti Filho na semana passada ganhou carimbo oficial nesta segunda, vinda diretamente da cúpula emedebista. A direção estadual do MDB formalizou a tal proposta de construção política, assinada por Gabriel e pelo presidente Vilmar Zanchin. O pacote inclui duas vagas na chapa majoritária para o PP, entre governador, vice ou Senado, algo que nenhum outro partido tem colocado na mesa com tanta generosidade.
O MDB puxou do arquivo a história de parceria com o PP desde Sartori e seguiu pelas duas gestões de Eduardo Leite. Reforçou a identidade comunitária, lembrou que juntos administram 58 por cento dos municípios e costurou o discurso de que agora seria a hora de unificar forças. Na prática, tenta manter Gabriel vivo na disputa enquanto acena pesado aos progressistas.
A carta também prevê que cada partido siga com suas pré-candidaturas até março, quando se escolheria o nome considerado mais competitivo. O PP lançou Covattinho e Ernani Polo. O MDB empurra Gabriel como favorito do Palácio. Publicamente, Gabriel diz que abriria mão se necessário, mas internamente o MDB trabalha para blindar o seu candidato.
No último ponto, o MDB oferece algo mais ambicioso. Uma aliança de longo prazo, sem prazo de validade eleitoral. Tudo para segurar o PP antes que ele escorregue para o outro lado da mesa. Zucco e o PL observam atentos, já que também cortejam o apoio progressista e enxergam nele uma peça-chave para 2026.
O movimento emedebista deixa claro que, neste tabuleiro, o PP virou noiva disputada. E a decisão final pode redefinir todo o jogo político do Estado.
PP vira noiva disputada na corrida de 2026
Por J. Saraiva
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