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Projeto só anda se for do interesse do Palácio. Quem faz oposição é punido na marra

Por J. Saraiva

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Projeto só anda se for do interesse do Palácio. Quem faz oposição é punido na marra
Projetos importantes apresentados por deputados que integram o bloco de oposição de direita ao governo Leite parecem enfrentar uma barreira invisível que insiste em travar sua votação. Enquanto isso, iniciativas do Executivo avançam com velocidade e aparecem com destaque na Ordem do Dia desta terça-feira.

Os projetos do Capitão Martim (Republicanos), de Gustavo Victorino (Republicanos), do Delegado Zucco (Republicanos) e de Cláudio Branchieri (Podemos) estão totalmente aptos para votação. Estão na ordem geral, prontos para seguir o rito normal de apreciação. Ainda assim, seguem sendo empurrados para fora da pauta por manobras regimentais que se repetem justamente após esses parlamentares declararem oposição ao governo Leite.

Entre as propostas paradas estão medidas de interesse direto da população, como os do deputado Martim que cria da Carteira de Identificação Funcional para Agentes Socioeducativos, o Programa Defesa Civil na Escola e a Política de Transparência de Barragens, além do programa de atendimento a órfãos de servidores da Segurança mortos em serviço.
De Zucco, permanece travada a aplicação de multa por porte e uso de entorpecentes em locais públicos.
De Victorino, seguem sem avançar o projeto sobre a concessão de bolsa de estudos de ensino superior aos dependentes dos servidores militares e dos servidores integrantes dos quadros da Polícia Civil, do Instituto-Geral de Perícias e da Polícia Penal, em caso de promoção extraordinária “post-mortem”, chamada Lei Sargento Fabiano. Também a proibição de multa contratual para famílias que precisam retirar crianças de creches por recomendação médica. Do deputado Branchieri, a modernização das informações ao cidadão com QR Code e NFC também não anda.

São iniciativas que tratam de segurança, proteção social, educação e transparência. Todas aguardando apenas uma decisão política para seguirem adiante.

A pauta anda para alguns, enquanto emperra para outros. A população começa a perceber que, na Assembleia, nem todos os projetos enfrentam os mesmos obstáculos.

A sociedade é quem perde com esse boicote político de vingança contra quem não se ajoelha aos interesses de Leite.

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