Ao menos 22 escolas da rede municipal de Porto Alegre relataram problemas durante a aplicação das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizadas nas últimas semanas. A avaliação, organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e executada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador usado para medir o desempenho escolar e distribuir recursos públicos.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação (Smed), os principais incidentes envolveram o não comparecimento de aplicadores e o consequente reagendamento ou cancelamento das provas.
Uma diretora de escola relatou que toda a comunidade escolar foi mobilizada para o exame, com ações de incentivo e café da manhã especial para os alunos, mas os aplicadores não compareceram na data marcada. “No dia 30 estavam todos lá, mas não houve aplicação e nem aviso. É frustrante, porque sabemos que a motivação e a presença caem quando há remarcação”, lamentou.
Também houve falhas no atendimento a alunos com deficiência. Em algumas escolas, as provas adaptadas não foram enviadas ou faltaram profissionais para auxiliar os estudantes.
Em nota, o Inep afirmou que reagendamentos podem ocorrer devido a “fatores externos”, como chuvas, falta de energia e desistências isoladas de aplicadores, e garantiu que os ajustes necessários estão sendo feitos para concluir a aplicação até 7 de novembro. A FGV, responsável pela execução, informou ter disponibilizado aplicadores adicionais e atribuiu os atrasos a “condições climáticas e logísticas”.
Apesar das explicações, diretores e professores alertam que o alto número de falhas pode comprometer o resultado do Ideb das escolas e, consequentemente, o repasse de recursos vinculados ao desempenho educacional.
Rede municipal de Porto Alegre enfrenta falhas na aplicação de prova nacional que mede qualidade da educação
Por J. Saraiva
| | 16 visualizações