Na tentativa de ganhar espaço na corrida ao Piratini, o vice-governador Gabriel Souza voltou a apontar a presença de partidos adversários dentro da estrutura do governo estadual. Durante visita ao Correio do Povo, afirmou que siglas como PDT, PP, PSDB participaram ou ainda participam da administração que ele próprio integra.
A crítica chama atenção porque parte dessas legendas esteve ao lado do governo desde o início da gestão, período em que Gabriel ocupou cargos centrais e jamais demonstrou grande incômodo com a composição da base. Agora, diante da disputa eleitoral e da dificuldade de decolar nas pesquisas, a permanência de aliados de ontem virou argumento de campanha.
Ao tentar enquadrar adversários pela proximidade com o governo, Gabriel acaba esbarrando em um problema evidente. Entre os principais pré-candidatos, Luciano Zucco é justamente quem não integra a administração estadual e construiu sua trajetória na oposição ao grupo que governa o Rio Grande do Sul há quase oito anos.
Terceiro colocado nas sondagens eleitorais, o emedebista aposta em debates e entrevistas para crescer. Enquanto isso, tenta convencer o eleitorado de que a continuidade do atual projeto de governo representa novidade suficiente para disputar espaço com candidatos que se apresentam como alternativa ao modelo hoje instalado no Palácio Piratini.
Crítica de Gabriel acaba valorizando a candidatura de Zucco
Por J. Saraiva
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