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Medalhas para a militância

Por J. Saraiva

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Medalhas para a militância
A criação da Medalha Rio Grande do Orgulho pela vereadora Natasha Ferreira (PT) reacende um debate sobre prioridades. A nova homenagem, criada pelo próprio gabinete e sem caráter oficial da Câmara Municipal, será entregue a 150 ativistas LGBT+ em uma única solenidade.

O reconhecimento a qualquer segmento da sociedade é legítimo. O que chama atenção é a velocidade com que surgem novas distinções para determinadas causas, enquanto profissionais que sustentam serviços essenciais continuam aguardando valorização semelhante.

Professores que transformam vidas em sala de aula, enfermeiros e médicos que enfrentam diariamente a sobrecarga do sistema de saúde, policiais, bombeiros e agentes de segurança que arriscam a própria vida para proteger a população raramente recebem homenagens na mesma proporção ou visibilidade.

Em uma cidade que enfrenta desafios na saúde, na educação, na segurança e na recuperação dos efeitos das enchentes, a criação de mais uma medalha simbólica pode parecer distante das preocupações concretas da maioria da população.

A discussão não é sobre quem merece reconhecimento. É sobre quais exemplos a política escolhe destacar e quais acabam ficando em segundo plano.

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