O PDT anunciou em abril sua saída do governo Eduardo Leite e da base aliada na Assembleia Legislativa, entregando cargos e adotando um discurso de oposição. Na prática, porém, a transição tem sido bem mais lenta do que o rompimento político.
Mesmo após o anúncio oficial, quadros historicamente ligados ao partido permaneceram em posições estratégicas do Executivo estadual por semanas, alimentando críticas dos adversários. O tema já entrou no debate eleitoral e vem sendo explorado por governistas para questionar a coerência do discurso pedetista.
A situação reforça a impressão de que o PDT deixou o governo no papel antes de concluir a desocupação efetiva dos espaços que ocupava. Em ano eleitoral, a diferença entre romper e realmente sair pode acabar rendendo mais discussão do que o próprio rompimento.
A permanência de pedetistas no governo virou munição eleitoral. Gabriel Souza e Ernani Polo já passaram a explorar o tema nos debates, sustentando que o PDT ainda mantém vínculos com a gestão que hoje critica. Com a campanha começando a ganhar temperatura, a conta dos cargos promete render mais desgaste do que a entrega formal de apoio político.
PDT saiu, mas a porta ficou entreaberta
Por J. Saraiva
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