A manifestação pública de Daiane dos Santos sobre a retirada da Federação Gaúcha de Ginástica do Centro de Treinamento Esportivo (CETE) levanta questionamentos que o governo do Estado ainda não respondeu de forma clara.
Daiane afirma que a Federação recebeu notificação para retirar os equipamentos do ginásio em até três dias, o que colocaria em risco projetos que atendem crianças e jovens. A ex-ginasta também destaca a insegurança sobre o destino dos aparelhos e a continuidade das atividades, além de ressaltar o vínculo histórico e afetivo da ginástica com o CETE.
Diante disso, cabe perguntar. Se o novo edital está previsto para o fim de janeiro, qual a real urgência para a retirada imediata dos equipamentos. Qual o interesse público atendido com uma descontinuidade temporária que pode comprometer projetos sociais e esportivos em andamento. Por que não foi construída uma solução de transição que garantisse a permanência das atividades até a conclusão do processo seletivo.
A Secretaria de Esporte e Lazer informa que consultou a Procuradoria-Geral do Estado e que a permanência não foi autorizada. Ainda assim, a ausência de uma alternativa prática reforça a percepção de falta de sensibilidade com o esporte de base e com a história da ginástica gaúcha.
Quando uma atleta do porte de Daiane dos Santos expõe publicamente preocupação com crianças, projetos e com o futuro da modalidade, o mínimo esperado do governo é transparência, diálogo e clareza de propósitos. O silêncio ou a rigidez burocrática, nesse contexto, acabam alimentando a dúvida sobre a real intenção da decisão.
Daiane dos Santos cobra governo do RS sobre saída da Federação de Ginástica do CETE
Por J. Saraiva
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