Quando a crítica vem da oposição, o PT chama de “ataque político”. Quando vem de dentro, vira confissão. O petista Paulo Pimenta, pré-candidato ao Senado e aliado histórico de Lula, resolveu fazer o que o partido mais evita: admitir o desastre da própria gestão.
Pimenta classificou o INSS como uma “vergonha”, denunciou filas, agências fechadas, sistema fora do ar e aposentados madrugando na porta para encontrar tudo fechado. Reconheceu, ainda, que 70% dos servidores seguem em home office desde 2020, sem aceitar sequer o modelo semipresencial, enquanto aposentados e pensionistas são empurrados para a humilhação.
A fala chama atenção não pelo conteúdo, mas pela autoria. Não é um deputado de oposição. É um ex-ministro de Lula, que fez parte do governo responsável por manter o INSS nesse estado de abandono. Agora, em tom de indignação tardia, cobra pulso do presidente do instituto, denuncia servidores morando fora da cidade e até no Exterior, e afirma que o emprego no INSS virou “bico”.
O problema é simples: quem ajudou a montar o governo não pode fingir surpresa quando o serviço público colapsa.
Pimenta ataca o INSS e revela a bagunça que o PT deixou crescer
Por J. Saraiva
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