Denúncia

O risco de Marroni sofrer processo de impeachment em Pelotas

Por J. Saraiva

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O risco de Marroni sofrer processo de impeachment em Pelotas
Seis pedidos de impeachment contra o prefeito Fernando Marroni (PT) estão sobre a mesa do presidente da Câmara de Vereadores, Michel Promove (PP), e o clima político em Pelotas ferve.

A oposição controla a maioria do Legislativo e as articulações para levar adiante o afastamento do prefeito já deixaram o campo da especulação para entrar no jogo pesado dos bastidores.

O pedido com maior potencial de avançar acusa Marroni de ter fechado 2025 sem pagar integralmente as emendas impositivas dos vereadores.

São recursos carimbados do orçamento municipal, destinados a entidades e serviços que atendem a população. Quando o dinheiro não chega, a paciência dos parlamentares costuma acabar rápido, e em Pelotas não foi diferente. A insatisfação virou combustível político.

Promove afirma que atuará com independência e que a decisão será técnica e jurídica. Ainda assim, os números pesam. Dos 21 vereadores, o presidente da Câmara avalia que Marroni tem hoje o apoio de apenas sete.

O prefeito, por sua vez, trabalha com uma conta mais otimista, entre nove e 11 votos, conforme a pauta. A divergência revela um governo contando votos e tentando sobreviver sessão após sessão.

O próprio presidente da Câmara admite que há vereadores, grupos políticos e setores da sociedade pressionando para que o impeachment seja discutido. Abrir esse debate, segundo ele, deixaria o governo ainda mais exposto e fragilizado no Legislativo.

Marroni reage dizendo que impeachment é medida extrema e não pode ser usado como atalho político para corrigir nas Câmaras o que foi decidido nas urnas. Nos bastidores, porém, a leitura é mais dura.

Quando um prefeito perde a maioria, o impeachment deixa de ser exceção e passa a ser tratado como instrumento de pressão, um terceiro turno permanente que cobra seu preço todos os dias.

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