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Justiça Eleitoral pode cassar prefeito e vice de União da Serra por suposta compra de votos

Por J. Saraiva

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Justiça Eleitoral pode cassar prefeito e vice de União da Serra por suposta compra de votos
O prefeito de União da Serra, Cleonir Tauffer (MDB), e o vice-prefeito Mauricio Lazzaretti (PSD), tiveram os mandatos cassados em primeira instância pela Justiça Eleitoral de Guaporé, sob a acusação de captação ilícita de sufrágio nas eleições de 2024. A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral, motivo pelo qual ambos permanecem nos cargos até o trânsito em julgado.

O processo cita um depósito de R$ 2.590 feito pelo então prefeito Cezer Gastaldo (PSD), atual secretário municipal da Saúde, a um morador do município, supostamente para custear a CNH da filha, em troca de votos para a chapa vencedora. Gastaldo alegou tratar-se de um empréstimo, argumento rejeitado pelo juiz eleitoral Rafael Rodrigues Prudente, que considerou a versão frágil e inverossímil, sem comprovação de necessidade financeira ou detalhes do suposto acordo.

A sentença também destacou saques em dinheiro considerados atípicos, sendo R$ 40 mil por Gastaldo doze dias antes da eleição e R$ 10 mil por Tauffer quatro dias antes do pleito, além de transferências a servidores municipais. Para o magistrado, o conjunto dos fatos indicaria movimentação incompatível com a rotina financeira declarada, com indícios de “caixa dois” e compra de votos.

Apesar de citado, Gastaldo não foi sentenciado, pois o juiz entendeu que ele não tinha legitimidade para figurar no polo passivo da ação, já que não concorreu nas eleições de 2024. Tauffer e Lazzaretti foram condenados por captação ilícita de sufrágio e multados em R$ 16 mil.

A defesa informou que já recorreu ao TRE porque a decisão desconsiderou provas de que o eleitor beneficiado trabalhava para a campanha adversária e que não há comprovação de que os valores sacados tenham sido usados em atividades eleitorais. A defesa sustenta ainda que há registros e áudios que indicariam empréstimo legítimo, além de negar a participação direta de Gastaldo na campanha.

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