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Lula intensifica viagens e discurso eleitoral, e Zucco reage: “Presidência virou palanque antecipado”

Por Roberto Silva

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Lula intensifica viagens e discurso eleitoral, e Zucco reage: “Presidência virou palanque antecipado”
A menos de um ano da eleição de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelera o ritmo de viagens e adota tom de campanha. Segundo levantamento do Estadão, Lula já percorreu 65 cidades de 19 Estados em 2025 — número superior à soma de 2023 e 2024. As agendas, marcadas por inaugurações, anúncios de obras e discursos de soberania nacional, são vistas por aliados como a largada informal para sua tentativa de reeleição.

O presidente tem concentrado aparições em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que reúnem 40% do eleitorado. Em cada evento, reforça pautas de redistribuição de renda e defesa do Estado forte, contrastando seu governo com o da direita. No Nordeste, recupera a retórica de enfrentamento: “Não entregarei o país de volta para aquele bando de malucos”, disse, em alusão ao bolsonarismo.

A estratégia inclui apropriar-se de bandeiras nacionais, como o verde e amarelo, e transformar medidas econômicas e sociais em instrumentos de mobilização. O Planalto calcula que o discurso de “ricos versus pobres” e a defesa da “soberania nacional” reconectam o PT com sua base histórica.

Mas a oposição reage. O deputado Luciano Zucco (PL-RS), pré-candidato ao governo gaúcho e líder do PL na Câmara, afirma que Lula “nunca saiu do palanque” e que o governo usa a máquina pública para fins eleitorais. “Dá com uma mão e tira com duas, criando novos impostos e abrindo cofres para comprar apoio político”, criticou.

Zucco sustenta que o Planalto tenta dividir o país entre “pobres e ricos” enquanto aumenta a carga tributária e o gasto público, e acusa Lula de perseguir adversários. “O ex-presidente Bolsonaro foi afastado injustamente por uma farsa jurídica. O governo teme enfrentá-lo nas urnas”, declarou.

A movimentação de Lula, portanto, reforça o que será a tônica de 2026: uma eleição polarizada, com a direita se consolidando em torno de Zucco e o PT tentando reviver o discurso social de seus primeiros mandatos.

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