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Prefeitos alertam para impacto fiscal e criticam reajuste do piso do magistério

Por J. Saraiva

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Prefeitos alertam para impacto fiscal e criticam reajuste do piso do magistério
O reajuste de 5,4% no piso nacional do magistério para 2026, anunciado pelo governo Lula, reacendeu a insatisfação entre prefeitos de todo o país. Embora o piso seja reconhecido como justo do ponto de vista dos profissionais da educação, gestores municipais alertam que, na prática, muitos municípios não têm condições financeiras de arcar com o aumento.

Com a mudança no critério de correção por meio de medida provisória, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, com ganho real acima da inflação. O problema, segundo os prefeitos, é que a decisão foi tomada sem a devida compensação financeira para os municípios, que já enfrentam dificuldades para cumprir o piso atual.

A Confederação Nacional dos Municípios estima um impacto de até R$ 8 bilhões nos cofres das prefeituras e acusa o governo federal de adotar uma postura oportunista e eleitoreira. Em nota, a entidade afirma que a mudança fere a lógica da gestão pública responsável e transforma um instrumento técnico em ferramenta política.

Nos bastidores, prefeitos relatam que a conta simplesmente não fecha. O discurso de valorização do magistério, embora legítimo, não vem acompanhado de recursos suficientes, o que empurra a responsabilidade integral para os municípios e aprofunda o risco de atrasos, parcelamentos e descumprimento da própria lei.

O episódio também resgata antigas contradições eleitoreiras do PT. No Rio Grande do Sul, o ex-governador Tarso Genro, que ajudou a criar a lei do piso quando era ministro, prometeu em campanha implementar integralmente o piso estadual, mas não cumpriu o compromisso. Mais do que isso, chegou a recorrer contra a própria lei.

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