O prefeito Fernando Marroni conseguiu algo raro em Pelotas, gerou indignação unânime entre vereadores de diferentes espectros políticos. A explicação é simples, mas grave. O governo petista simplesmente não executou e não pagou as emendas impositivas, que são parte obrigatória do orçamento e não dependem de vontade política. Ao ignorar o que a lei determina, Marroni abre a porta para um possível crime de responsabilidade, exatamente o tipo de irregularidade que costuma derrubar mandatos.
Parlamentares já articulam a cobrança formal do Executivo. A situação fica ainda mais crítica porque parte desses recursos deveria ter sido aplicada na saúde, área que vive uma fila crescente por cirurgias eletivas. Enquanto pacientes aguardam por atendimento, o dinheiro destinado por lei permanece parado.
A base governista, que já era frágil, mostra rachaduras visíveis. A Mesa Diretora, menos alinhada ao Paço, observa o caso com lupa. Nos bastidores, a avaliação é direta: se Marroni não comprovar imediatamente o pagamento ou apresentar uma justificativa legal sólida, o assunto deve evoluir para um pedido formal de impeachment. O prefeito prometeu gestão, mas pode entregar apenas crise.
Não pagamento de emendas põe Marroni na rota do impeachment
Por J. Saraiva
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