O Progressistas do Rio Grande do Sul atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. A convocação do Diretório Estadual para o dia 20 de janeiro, feita pelo presidente estadual Covatti Filho, provocou reação imediata de um grupo e acendeu o alerta máximo sobre o risco real de fratura interna.
Mais de 20 lideranças do PP assinaram uma carta classificando a convocação como monocrática, grave e sem legitimidade.
Mas nos bastidores, a leitura é ainda mais clara. O deputado estadual Ernani Polo vem tentando, de todas as formas, empurrar o partido para uma decisão apressada, apostando no confronto interno como estratégia política. O movimento aprofundou o racha e expôs publicamente as divergências.
Covatti Filho, por sua vez, tem agido com responsabilidade institucional ao buscar dar encaminhamento a um debate que é inevitável e necessário. Fugir da reunião, boicotá-la ou tentar deslegitimá-la não é sinal de unidade, mas de receio do debate democrático interno. Partido grande resolve suas divergências cara a cara, no voto e na deliberação; não por cartas públicas nem por pressões de bastidor.
A decisão de convocar o Diretório Estadual está amparada no estatuto do partido e no papel conferido ao presidente estadual pelas instâncias internas e pela militância. Trata-se de um gesto legítimo de quem tem o dever de organizar o processo decisório e conduzir o debate com vistas a 2026.
Os próximos dias serão decisivos.
PP em tensão: movimento escancara tentativa de dividir o partido
Por J. Saraiva
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