A polêmica das Havaianas escancarou algo que muita gente já sabia. Quando o marketing resolve flertar com militância, dá ruim. A propaganda com Fernanda Torres, recheada de simbolismos calculados, tentou bancar a esperteza, mas acabou levando a marca para o centro de um debate político que ela própria provocou. O resultado foi previsível, rejeição em massa e boicote espontâneo.
Enquanto parte da esquerda corre para defender o indefensável e chamar de exagero a reação de milhões de consumidores, lideranças políticas de Porto Alegre mostraram que não têm medo de dizer o óbvio. “Que a esquerda é chinelona, todo mundo sabe. O que a gente não sabia é que a maior fabricante de chinelos do Brasil tinha lado político. Que pena… Havaianas nunca mais!”, escreveu o vereador Ramiro Rosário (Novo).
“Enquanto a Havaianas apostou numa Feminista, com cara azeda e fã do Lula, a Ipanema apostou em mulher feminina, com sorrisão e camisa do Brasil. Qual tu acha que deu certo?”, completou a também vereadora da capital gaúcha Mariana Lescano (PP).
A esquerda chama isso de histeria coletiva. O público chama de liberdade de escolha. Os vereadores, com clareza cirúrgica, lembraram que marcas que tratam seus consumidores como idiotas acabam descobrindo que opinião pública tem memória. A Havaianas tentou lacrar e tropeçou no próprio chinelo.
"Que a esquerda é chinelona, todo mundo sabe": vereadores de Porto Alegre expoem o tropeço da Havaianas sem rodeios
Por J. Saraiva
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